[Resenha] Talvez um Dia

Redação
By Redação
Resenha Talvez um Dia

“Talvez um Dia” eu nunca escondi o enorme crush que tenho pela CoHo neste blog, certo? Fazia muito tempo que eu não lia nada da autora e estava sentindo uma saudade imensa de suas histórias, que sempre me fazem acreditar no amor e na bondade das pessoas. Ela não escreve simplesmente um romance, ela se aprofunda nos sentimentos de seus personagens, nos fazendo amá-los ou odiá-los. Então, quando fui à biblioteca da minha cidade levar vários livros para doação, resolvi pegar algo emprestado e vi os livros da CoHo na estante dos mais queridos pelos leitores (e fiquei muito feliz em saber que as pessoas daqui também curtem ela).

Resenha: Talvez um Dia – Análise Completa e Opiniões

Resenha Talvez um Dia Analise Completa e Opinioes

“Talvez um Dia” foi o livro da autora que menos gostei até o momento. A história é maravilhosa e a protagonista, Sydney, é uma personagem adorável. Ela acaba de completar 22 anos e descobre que seu namorado e sua melhor amiga estão tendo um caso. Tudo em que ela acreditava desmoronou e então ela se vê completamente perdida, sem saber qual caminho seguir.

Mas, então, ela recebe a ajuda de Ridge, um rapaz que ela sempre observava da varanda de sua casa tocando violão. No início, eles desenvolvem uma amizade muito legal, e como Ridge é um compositor com sérios problemas de bloqueio criativo, ele a ajuda a compor novas canções para a banda do irmão de Ridge. Aos poucos, a relação deles vai além da amizade e se torna uma atração física, até o ponto em que eles percebem que estão apaixonados. O verdadeiro problema é que Ridge tem namorada.

E foi exatamente nesse ponto que as coisas se tornaram um problema para mim. Ridge, que até então parecia ser um cara super bacana e sensível, acabou se revelando um rapaz problemático pelo que ele estava fazendo com Maggie (a namorada) e Sydney (que estava tentando ao máximo se controlar, pois ela sabia o que é ser traída).

Não vou dizer que Sydney e ele ficaram se pegando às escondidas, pois isso não aconteceu. Ridge tentou evitar ter contato íntimo com ela, mesmo com os trabalhos de composição, mas foi difícil para ambos, especialmente por causa da forte e sincera amizade que tinham. Então, é claro que chega um ponto na história em que tudo desmorona e essa mentira não pode mais ser sustentada. De qualquer forma, eu não comprei o amor deles, nem mesmo quando a história terminou.

Li algumas resenhas de Talvez um Dia e algumas leitoras até concordam comigo sobre o casal. Algumas torciam para que ele ficasse com Maggie mesmo, mas eu gostaria que ele ficasse sozinho mesmo, para aprender a parar de brincar com os sentimentos das pessoas, mesmo que essa não seja a intenção (neste caso, acredito sinceramente que a CoHo quis retratar um pouco o lado positivo do cara, com todas as explicações sobre por que ele amava Maggie e como ele se sentia em relação a Sydney, e assim por diante nesse livro “Talvez um Dia”).

As pessoas só decidem por quem podem continuar apaixonadas. Já percebeu que eu não curti o romance, certo? Mas eu disse que gostei da história. Como assim? Bom, a CoHo me surpreendeu por conseguir descrever os sentimentos tão bem. Veja bem, Ridge tem deficiência auditiva e, mesmo assim, superou coisas na vida que nem imaginamos.

Então, sempre que havia um capítulo narrado por ele, as descrições sobre como as pessoas se comunicavam com ele, como ele compunha suas músicas no violão, como ele interpretava as pessoas, e assim por diante, foram tão detalhadas que me deu a sensação de que a própria autora tem essa deficiência e estava colocando tudo isso no papel para seus leitores. E é por essas e outras razões que eu amo a CoHo.

Bom, o “Talvez um Dia” é narrado em capítulos alternados entre Sydney e Ridge, sempre em primeira pessoa. Achei maravilhoso ela ter feito isso, principalmente porque em “Hopeless” e “Métrica” temos apenas “Talvez um Dia” contando a história pela perspectiva do protagonista masculino. Alguns leitores adoram isso, mas eu acho um pouco chato eleio mais por obrigação na maioria das histórias. Lembro que foi feito isso também em “Nunca Jamais”, mas nesse caso, ela escreveu “Talvez um Dia” com outra autora, então o processo deve ser diferente (eu imagino).

Talvez um dia

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