quarta-feira, 6 dezembro, 2023

Será que é mesmo possível morrer de medo?

O português é um idioma rico e versátil que reflete diretamente as relações sociais de seus nativos. Não são poucas as vezes, por exemplo, que criamos palavras totalmente novas apenas para representar algo, que não pode ser representado com o vocabulário já existente. Esse tipo de episódio reflete o quanto o idioma é vivo e responsável por transmitir ideias, mas isso não acontece apenas com o português, é claro.

No português, existem as chamadas “figuras de linguagem”, que são  maneiras que o sujeito encontra de representar aquilo que não pode ser alcançado da maneira usual. Quando alguém diz, por exemplo, que comeu “tanto” que vai explodir, a pessoa não esta dizendo que vai realmente explodir, mas usando de uma metáfora. Quando você diz que vai explodir de tanto que comeu, esta apenas querendo dizer que comeu demais.

“Morrer de sono”, “morrer de medo”, “morrer de rir”, dentre outras, são todas figuras de linguagem que tentam expressar intensidade em alguma ação. Mas você já parou para pensar na construção dessas figuras de linguagem? Será que é realmente possível morrer de sono, ou de rir ou de medo? Talvez tenhamos a resposta da última pergunta. Alguém pode morrer de medo?

A resposta, segundo alguns médicos, é sim. É claro que não se trata exatamente do sentimento de medo. Ninguém morre porque esta com medo, mas sim o que ele é capaz de causar. O medo é uma reação instintiva do corpo humano e possui funções muito importantes. O medo nos impede, em português bastante claro, de tomar decisões ruins que possam nos colocar em risco. Se você chega no topo de um pico, o medo do que pode acontecer, é o que te mantém afastado da beira, por exemplo.

Então como se morre de medo?

É o medo que te impede de tomar um líquido do qual não sabe a origem, certo? Esses são exemplos mais simples, mas é possível entender a função do medo. Para fazer isso, o medo é responsável por uma série de efeitos químicos. Um desses efeitos é a descarga de adrenalina, por exemplo.

O doutor Philip Lee, procurado pelo site IFLS, explicou que existem basicamente duas formas de morrer de susto: “Se você tem um problema cardíaco subjacente ou artérias endurecidas devido à hipertensão, fumo, colesterol, etc., então as chances de você morrer de um choque repentino aumentam”, contou ele. “Ou de um ataque cardíaco ou um derrame“.

O que o medo pode causar, a partir de uma súbita descarga de adrenalina, se chama “fibrilação ventricular”, fenômeno em que o coração estremece (ou “fibrila”) em vez de bater corretamente e o sangue não é bombeado pelo corpo. Achou pouco?

Existe também a possibilidade de morrer pela “síndrome do coração partido”. O nome específico é cardiomiopatia de Takotsub, que nada mais é do que a parada do coração causada por uma descarga de noradrenalina ou adrenalina.

Nesse caso, a existência de pré-condições cardíacas não é necessária e pessoas totalmente saudáveis podem sofrer com a condição, que pode ser engatilhada por alguns fatores.

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